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Livro: Goliath

Autor: Scott Westerfeld

Editora: Simon Pulse

Páginas: 543

ISBN: 978-1-4169-7178-8

Compre: Amazon | Barnes & Noble












       No terceiro e último livro da trilogia Leviatã, Alek e Deryn (que ainda se passa por Dylan) estão de volta a bordo do Leviatã. Porém Alek já não se sente mais como antes, agora que todos sabem quem ele é. Quando eles estão sobrevoando a Russia recebem um pedido diretamente do czar passa realizar uma missão de salvamento em uma região completamente devastada, onde há ursos gigantes famintos. 
        Deryn é escolhida para realizar a missão e se vê tendo que convencer um inventor maluco a deixar seus objetos de pesquisa para trás para não comprometer o peso do Leviatã. Quem é esse inventor? Ninguém menos que Nikola Tesla, que afirma ter inventado uma arma chamada Goliath que pode parar a guerra.
        Em meio a essa missão Alek acaba descobrindo o segredo de Deryn e fica muito magoado por ela não ter confiado nele. Como Alek tenta se afastar de Deryn, ele acaba se tornando muito próximo de Tesla, ao ponto de planejarem o fim da guerra juntos.
        Nessa aventura eles passam pelo Japão, parte do México e pelos EUA, que é onde praticamente tudo se acerta. E a recriação da I Guerra Mundial tem fim (um fim muito bem pensado por sinal). Outro aspecto interessante na história é que aparecem várias figuras conhecidas da época.
        Nesse livro alguns personagens já conhecidos retornam à história de uma maneira muito interessante e  a relação entre Alek e Deryn foi muito bem desenvolvida, eles se tornam ainda mais amigos (se isso for possível) depois de que eles superam o choque do segredo de Deryn. Enfim, foi o livro que achei mais legal da série, me fez querer ter conhecido o Tesla de verdade, mesmo me irritando muitas vezes com ele. E também me fez querer ainda mais o Bovril, o lóris perspicaz de Alek e Deryn.
        Foi legal ver um pouquinho da história do cinema se misturando com a guerra e achei que isso foi fundamental para o desenvolvimento da história. O livro continua com aquele posfácio que aborta os fatos reais que fazem parte da história criada por Westerfeld. Agora posso falar que Scott me surpreendeu, pois não esperava tudo isso desta série.
     
     
Bovril.
       Vou sentir saudades desta série.


Carolina Naveira
Oi, meu nome é Carolina, mas quase todo mundo me chama de Carol. Sou viciada em livros e não consigo ficar muito tempo sem ler alguma coisa. Tenho umas manias muito estranhas e sou quase uma técnica em eletrônica rs. Tento tocar piano e escrever umas resenhas pra postar aqui. (:




Livro: Behemoth

Autor: Scott Westerfeld

Editora: Simon Pulse

Páginas: 485

ISBN: 978-1-4169-7176-4

Compre: Amazon









Obs.: Leia o primeiro livro da trilogia, Leviatã - A missão secreta ou leia a resenha antes de ler esta, pois pode conter spoilers.

         No segundo livro da trilogia Leviatã, de Westerfeld, Behemoth é a criatura mais feroz da Marinha Britânica e agora que a Guerra começou, os Dawinistas precisam dele mais do que nunca. Alek e Deryn ainda estão a bordo do enorme Leviatã rumo a Istanbul em missão de paz.
Alek, sabendo que quando retornar a Inglaterra com a tripulação do Leviatã será mantido como prisioneiro, tenta fugir do dirigível para se manter livre. Porém, vários motivos fazem com que ele permaneça na cidade e ganhe alguns aliados. E depois de algum tempo Deryn também se junta a eles.
Şahmeran.
Mas após algumas falhas no plano de paz dos Darwinistas eles se veem em território inimigo e pior ainda: sendo perseguidos. A partir daí eles precisam de muita coragem para enfrentar seus desafios.

Adorei este segundo livro, porque é nele que Alek começa a se perguntar por que ele se sente tão bem a bordo do Leviatã, como se ele realmente pertencesse àquele lugar. Também é onde a relação de amizade entre ele e Deryn se torna cada vez mais forte, mesmo ele não sabendo o maior segredo dela.
Algumas partes do livro são muito engraçadas, como a relação deles com Lilit (uma garota nova que aparece na história), o ciúmes de Deryn e o que Alek lhe conta depois são demais. E eu quero um Bovril pra mim rs. Mas não vou dar muitos detalhes desses acontecimentos porque já vão falar que é spoiler.
Mesmo eu gostando mais dos mecanistas, com suas máquinas, seus andadores, aviões, etc, Deryn continua sendo minha personagens preferida. Ela sempre se mostra uma pessoa de pensamento rápido, prestativa e de uma coragem enorme. Está sempre pronta pra qualquer imprevisto que aconteça (menos em relação a seus sentimentos por Alek) e sempre acaba salvando as pessoas ao seu redor. Até mesmo Alek a admira e diz que ela é o garoto que ele desejaria ser. Mas mesmo com essa pose de durona, muitas vezes ela acaba mostrando seus sentimentos, até mais do que deveria, pois Conde Volger acaba descobrindo seu segredo e começa a chantageá-la.
           Uma outra coisa que chamou muito minha atenção neste livro foram os andadores otomanos, pois são bastante diferentes dos austríacos ou dos alemães. Os andadores que apareceram na história possui formas de animais como o Dautless (não sei como será o nome em português), que possui forma de elefante, ou são enormes e possuem, além de pernas, braços que podem ser controlados como Şahmeran. 
 As ilustrações de Keith Thompson continuam maravilhosas, cheias de detalhes e a história continua com elementos que realmente aconteceram como, por exemplo o Primeiro Lorde do Almirantado Winston Churchill foi mesmo quem roubou o Sultan Osman I, navio de guerra do Império Otomano.
         Esta trilogia me surpreende cada vez mais, estou muito ansiosa para ler Goliath, o terceiro livro, e que ele seja tão bom quanto os dois primeiros.

Em junho a Galera Record divulgou a capa da edição que será lançada aqui no Brasil, com previsão de lançamento para este mês de agosto. Confesso que não gostei muito no nome traduzido, porque fico imaginando como algumas pessoas irão pronunciá-lo. Mas enfim, a edição brasileira ficou muito bonita, assim como a de Leviatã.
Capa da edição brasileira. 
Postado por: Carolina

        Para os fãs do livro de Markus Zusak, este será um dos filmes mais aguardados do ano. Com previsão de estreia para novembro nos EUA e janeiro de 2014 no Brasil, a adaptação possui direção de Brian Percival, de Downtown Abbey. 
E (para a alegria de todos) as primeiras fotos das filmagens já foram divulgadas.
  
Atriz Sophie Nélisse que interpreta Liesel Memimger.


Liesel e Max, um judeu que a família da menina esconde
 em sua casaem plena Alemanha Nazista.



Liesel com seus pais adotivos Hans e Rosa Hubermann.
      A adaptação conta ainda com nomes como Geoffrey Rush (Hans), Emily Watson (Rosa) e Ben Schnetzer (Max).
       O livro conta a história de Liesel Meminger, filha de pais comunistas, que para não sofrer com as perseguições do governo nazista, é adotada por um casal que não concorda com os pensamentos de Hitler e esconde um judeu em seu porão. Liesel mostrou para todo mundo sua força diante dos horrores do Nazismo.
          Eu realmente espero que esta adaptação faça jus ao livro e não decepcione os leitores, pois a história é maravilhosa.
          


Post por: Carolina





Livro: Leviatã - A Missão Secreta

Autor: Scott Westerfeld

Editora: Galera Record

Páginas: 365

ISBN: 978-85-01-09758-3

Compre: Submarino | Saraiva



      Leviatã – A Missão Secreta é o primeiro livro da trilogia Leviatã, uma série do gênero steampunk escrita por Scott Westerfeld. Pra quem não sabe steampunk é considerado um subgênero de ficção científica, mas também pode contém elementos de outros gêneros como romance, fantasia, horror, etc. e geralmente são ambientados na época Vitoriana e no Império Inglês. Porém atualmente também são encontrados elementos steampunk ambientados em outros lugares e épocas. O steampunk também adapta tecnologias ultrapassadas como o vapor a alguns elementos que são encontrados apenas atualmente, mas que eram factíveis na época em que acontece a história. Para saber mais sobre a história do termo steampunk e alguns informações, assista ao vídeo do Clockwork Portugal.
Mapa da Europa durante a Guerra.
A I Guerra Mundial está prestes a acontecer e a Europa está dividida entre duas superpotências mundiais. De um lado estão os mekanistas alemães, com suas maquinas enormes e ultramodernas movidas a combustível, e do outro estão os darwinistas ingleses, com seus animais modificados geneticamente que se tornam armas poderosas.
No dia 28 de junho de 1914 o arquiduque e herdeiro do império Autro-Húngaro (mekanista) Franz Ferdinand (Francisco Ferdinando, na edição brasileira) e, sua esposa, Sophie Chotek (Sofia Chotek) foram assassinados por jovens sérvios. Até aí não há nenhuma novidade, pois isso realmente aconteceu. Mas no mundo de Westerfeld eles tiveram apenas um filho: Aleksandar (e não os três: Sofia, Maximiliano e Ernesto). Mas a realidade não para por aí, Alek também foi proibido pela família de Ferdinand de herdar o trono de seu pai devido à origem “menos real” de sua mãe.
Com a morte de seus pais, Alek tem que fugir de casa com Conde Volger (seu professor de esgrima), Otto Klopp (professor de mekânica) e dois homens de seu pai: Hoffman e
Bauer. Eles fogem em um andador makanista e seguem para a Suíça, onde seu pai já deixara uma lugar pra eles ficarem, com ouro e alimentos para quando isso acontecesse.
Ilustração de Keith Tompson.
Enquanto isso, na Inglaterra, Deryn Sharp, uma menina que perdeu o pai de maneira trágica, se passa por um menino para entrar na Força Aérea Britânica como aspirante. No seu primeiro teste de voo (em um Huxley, um animal fabricado geneticamente pelos darwinistas) acontece um pequeno imprevisto e ela fica várias horas sobrevoando a Inglaterra até ser resgatada por soldados a bordo do Leviatã (outro animal fabricado, mas muito maior que um Huxley).
Está cada um do seu lado até que alguns incidentes fazem com que o príncipe Alek e o aspirante Dylan (Daryn) se encontrem e os dois passam a fazer parte de uma aventura a bordo do enorme Leviatã.
Nenhum livro steampunk havia chamado minha atenção como esse, não conseguia parar de ler e como eu adoro livros que retratam acontecimentos históricos, o que achei mais interessante foi o que Westerfeld fez de unir fatos reais do início da I Guerra Mundial com elementos do gênero.
As ilustrações do livro, feitas por Keith Thompson, são INCRÍVEIS, cheias de detalhes e são muito fiéis às descrições encontradas na história. É muito bom poder ver ali nas páginas as criaturas e as máquinas criadas por Westerfeld, mesmo não sendo ele que tenha desenhado.
Quando terminei este livro fiquei muito ansiosa para saber a continuação da história, mas descobri que os dois livros ainda não foram lançados no Brasil e não encontrava em lugar nenhum as edições americanas também (em sites brasileiros, porque não tenho cartão internacional )= ). Acho que eu chorei tanto pra saber o resto da história que acabei ganhando o box da edição americana de aniversário (VALEU BRUNA O/ kkk), então assim que terminar de ler os outros dois posto resenha.

Pra terminar, um vídeo do booktrailer de Leviatã:


 P.S. - Fiquei sabendo no canal do Clockwork Portugal que todos os livros já foram publicados por uma editora portuguêsa, os títulos dos livros em português são Leviatã (Leviathan), Besta (Behemoth) e Golias (Goliath).


Post escrito por: Carolina 

Capa do livro original.

        O selo Suma de Letras, da Editora Objetivo, lançará o livro 11/22/63 (título original, que foi lançado em 2011 nos EUA) de Stephen King em novembro deste ano. Como a história se trata de um professor de inglês chamado Jake Epping que viaja no tempo, de volta a 1958, para tentar impedir o assassinato de J. F. Kennedy, que ocorreu um 1963. Como algumas coisas não acontecem como foi planejado, Jake se vê obrigado o tomar algumas decisões que podem mudar sua vida e até mesmo a História. 

       Este livro foi considerado pelo New York Times "uma das melhores histórias de viagem no tempo desde H. G. Wells". 
      Enfim, mais um livro que vai para a minha lista de leitura. (:







Postado por: Carolina
Fonte: Objetiva


Livro: Sob a Redoma

Autor: Stephen King

Editora: Suma de Letras (Objetiva)

Páginas: 960

ISBN: 978-85-8105-113-0

Compre: Submarino | Saraiva

          A história se desenvolve em uma pequena cidade chamada Chester’s Mill, no Maine, onde seus moradores viviam bem até que todo o perímetro da cidade foi bloqueado por uma “parede invisível”. Quando a redoma se forma, como ela surgiu ninguém sabe dizer, ocorrem vários acidentes: um avião cai quando bate na redoma, um motorista de caminhão é esmagados, animais são cortados ao meio, uma mulher perde o braço e etc. A redoma também altera várias coisas no ambiente da cidade, tornando o clima cada vez mais quente e o ar difícil de respirar e o que é mais desesperador:  se torna impossível sair ou entrar em Chester’s Mill.
             Porém, como sempre, o que já é ruim pode piorar, e muito. O segundo vereador James Rennie, Big Jim para os moradores da cidade, vê nessa situação uma oportunidade para aumentar seu poder em Chester’s Mill. Com toda a polícia sob seu comando ele encontra um jeito de esconder todos os seus crimes. Para sorte dos habitantes, um ex-militar chamado Dale Barbara, Barbie para os amigos, que após alguns problemas com Big Jim e seu filho problemático decide deixar a cidade, mas por questão de minutos fica preso dentro da redoma.  
Alguns habitantes de Chester's Mill.
Barbie e mais alguns habitantes que sabem que há algo de errado com Big Jim como Julia Shumway, proprietária e editora do jornal da cidade, Rusty Everett, auxiliar médico do hospital e Brenda Perkins, viúva do antigo chefe da polícia, fazem o possível para desmascarar esse criminoso diante de toda a cidade e também para descobrir uma maneira de “desligar” este campo de força que é a redoma.
Eu nunca vi quase 1000 páginas passarem tão depressa, a partir da página 100 mais ou menos eu já não conseguia mais largar o livro. Nunca li nada do Stephen King antes (exceto o comecinho de A Incendiária, mas não conta) e fiquei com raiva de mim mesma por ter perdido tanto tempo assim. Se os outros livros dele forem tão bons como esse eu PRECISO de mais.
O que eu percebi (também li e vi algumas pessoas falarem a mesma coisa) foi que o foco de Stephen King não é a redoma em si e também nem um personagem específico, e sim a cidade como um todo. Ele mostra como diferentes pessoas podem reagir de diferentes maneiras em relação a algum acontecimento e como as pessoas se comportariam isoladas do mundo exterior. O surgimento da redoma, sua composição e quem a criou não tem importância no decorrer da história, o que é importante são as ações dos habitantes de Chester’s Mill.
Sob a Redoma é um livro repleto de detalhes do início ao fim, é preciso ficar atento a cada coisinha, o que um personagem diz, o que o outro faz, o latido de um cachorro e até um barulho que alguém ouve, pois isso provavelmente será explicado mais para frente. E o que eu achei mais legal foi que na maioria das vezes Stephen King termina um capítulo prevendo o que irá acontecer, como por exemplo: “A vida deles duraria mais quarenta segundos.” (calma, isso não é spoiler, já acontece de cara no primeiro capítulo :]).
Sobre a estrutura do livro o que eu tenho a dizer é que ele é divido em muitos capítulos pequenos e vários capítulos pequenos formam um maior que possui um título (por exemplo, no capítulo “Toca a música daquela banda morta” há 23 capítulos menores). Estes “capítulozinhos” podem variar de um parágrafo para quatro páginas, dependendo do assunto. Mas para quem pensa que isso prejudica o andamento da leitura pode ficar tranquilo, Stephen King trabalhou muito bem nisso e não senti a leitura “enroscar” em nenhum momento e também isso é bom para conseguirmos diferentes pontos de vista dentro da historia, desde o de Big Jim até o de Horace (cachorro de Julia).
Enfim, se prepare para sentir muita raiva de alguns personagens, ficar espantado com alguns crimes e, principalmente, para muitas mortes, pois Stephen King não tem dó nenhuma de seus personagens.

Aqui vai um vídeo do Stephen King falando sobre o livro:




Post escrito por: Carolina